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MENSAGEM QUE SERIA APRESENTADA NA
SESSÃO SOLENE DE COMEMORAÇÃO DO 25 DE ABRIL 2020
Isménia Maria Gomes Loureiro
Líder Parlamentar do Partido Social Democrata na Assembleia Municipal
Caras e caros concidadãos, neste período tão delicado não apenas no nosso país, mas igualmente a nível internacional, todos devemos convergir esforços para travar esta pandemia. Quem diria que em plena democracia, instaurada faz hoje 46 anos, nos sentiríamos tão limitados na nossa liberdade, e tudo devido a um vírus. Na verdade, sentimos uma enorme vontade de regressar à nossa vida habitual, o que acontecerá! Com certeza noutros moldes, com procedimentos e cuidados de segurança que antes não tínhamos, mas que serão nos próximos tempos indubitavelmente necessários. Um novo paradigma de vida surge após o vírus SARSCoV-2 e a doença Covid-19, com a qual teremos que lidar daqui em diante. Que os cientistas descubram o quanto antes uma vacina que nos imunize!
Assim, neste dia em que assinalamos direitos fundamentais como a escolha dos nossos representantes através de sufrágio universal, a igualdade de oportunidades e de género, a justiça para todos, as liberdades religiosa, económica, de associação e de expressão, importa focar cinco grandes áreas: saúde, educação, segurança, ambiente e economia. Todos sabemos a inegável contribuição dos profissionais de saúde para combater este problema de saúde pública. Reconhecemos a entrega dos professores para colmatar a falta das aulas presenciais, recorrendo aos meios possíveis, como as plataformas digitais e a televisão. Constatamos o trabalho infindável de sensibilização da população e ações variadas de ajuda à mesma, levadas a cabo pelas forças de segurança. Assistimos à diminuição considerável da poluição do nosso planeta, portanto, não descuremos a sustentabilidade ambiental. Estamos preocupados com a retoma das atividades económicas, com as devidas precauções, estas têm que começar a reabilitar-se nos mais variados setores profissionais.
No caso concreto do nosso concelho, no que ao combate a esta pandemia diz respeito, cabe-me dizer que o nosso Presidente de Câmara e respetivo executivo rapidamente implementaram medidas que possibilitassem a manutenção dos serviços essenciais e, em simultâneo, garantissem a salvaguarda da saúde dos nossos munícipes. Em tempo record assistimos a uma reestruturação do Centro de Saúde, ao contacto com todos os Presidentes de Junta, à agilização de vários meios, nomeadamente, dos bombeiros. Será, certamente, devido a esta célere resposta que temos um número reduzido de casos de pessoas infetadas com a Covid-19. Uma das maiores conquistas da Revolução dos Cravos foi a surgimento do Poder Local Democrático, que permite autonomia na execução de várias medidas, e vemos que, apesar da obrigatoriedade do executivo adotar estas medidas, nunca são esquecidos os valores reivindicados nesta Revolução.
É da responsabilidade deste município, em articulação com o poder central, naturalmente, contribuir para a qualidade de vida da nossa população, catapultando o desenvolvimento e crescimento do Concelho. E, muito me apraz dizer, que é a isso que temos assistido desde a tomada de posse deste executivo, em 20 outubro de 2017.
Sabemos que tempos difíceis se avizinham. Se ainda há poucos anos enfrentávamos o programa de resgate da Troika e assistimos ao empobrecimento da população, ao aumento dos impostos e das desigualdades sociais, ao desaparecimento da classe média, o desafio é agora ainda maior, já que a atividade económica diminuiu, um pouco por todo o mundo. Teremos que nos levantar depois do vírus, na certeza de que com a liderança, a persistência, a resiliência a que este Presidente já nos habituou e com as estratégias que implementará, vamos conseguir recuperar. Tal como a partir do 25 de abril de 1974 se conseguiu uma enorme alteração da economia e da sociedade portuguesas, também este é o momento de mostrarmos que somos novamente capazes! Deste modo, olhemos para o futuro com mais esperança e confiança.
Estes tempos reforçaram a necessidade de um país mais inclusivo, mais dialogante, que nos possibilite escolher o nosso caminho, construindo um futuro coletivo, respeitando-se as diversas opiniões, que permita reduzir os problemas do nosso povo e do nosso país. Sim, foi o 25 de abril que nos fez perceber que isto é a Liberdade, o cerne das sociedades contemporâneas.
É responsabilidade de todos nós, cidadãos interventivos na sociedade, promover o desenvolvimento do nosso Concelho, lutar pela igualdade não só de direitos mas também de deveres, promover a equidade entre todos, para uma maior prosperidade. Enquanto políticos, fazemos por merecer este crédito, tentando, dia após dia, servir a causa pública.
Acreditemos, como diz o poeta António Gedeão no seu tão conhecido poema “Pedra Filosofal”: “que o sonho comanda a vida. Que sempre que um homem sonha o mundo pula e avança”, portanto nunca deixemos de sonhar, de lutar, de persistir nos nossos ideais e convicções, porque só assim conseguiremos que se concretizem.
Termino propondo que hoje, em algum momento do dia, em nossas casas, cantemos “Grândola, Vila Morena” ou “E depois do Adeus” ou “Liberdade” de Sérgio Godinho, como forma de comemorar esta data.
Sejamos livres, todos os dias. Festejemos o 25 de abril, sempre! Sejamos nós os responsáveis pela escrita de uma bonita História para o nosso Concelho, aprendendo com o passado, apostando no presente para obter um futuro mais rico.
Viva o 25 de Abril
Viva Terras de Bouro
Viva Portugal

É num contexto diferente, de incerteza, para o país e para o mundo, que decorre este ano a celebração do 25 de Abril.
Em tempos de confinamento social para se conter a pandemia causada pelo Covid-19.
Assinalamos hoje os 46 anos da Revolução de Abril, em que Portugal alcançou a liberdade.
Foi esta visão de uma sociedade livre, mais fraterna e mais justa que determinou os principais intervenientes de Abril a saírem a rua.
Antes do 25 de Abril havia censura, todos os textos, canções, e imagens eram escrutinadas e sujeitas à aprovação.
Mas atualmente, por vezes, é difícil encontrar a verdade, em que a informação pode ser demais, e muitas vezes não corresponde à verdade.
Provavelmente por haver tanta oferta de informação que acabamos por não nos focarmos em algo específico, e pode haver uma má gestão dessa informação e isso acaba por nos prejudicar.
Certamente, encontrar a verdade com as novas tecnologias é difícil, mas com toda a certeza ainda era mais difícil quando havia censura.
Por outro lado, também assistimos, que há gente que pensa que a liberdade é para que as ideias deles prevaleçam sobre os outros, pois acham-se os únicos donos da razão.
Em minha humilde opinião hoje, talvez haja a necessidade de uma nova aprendizagem do que é de facto a liberdade, mais do que isso, talvez saber onde termina a minha liberdade, pois nunca devemos esquecer que os outros também gozam da mesma liberdade, pois ela é igual para todos.
A liberdade envolve responsabilidade.
Nestes tempos de confinamento social para se conter a pandemia, vê-mos na solidariedade, e no empenho que tem havido no combate a este vírus o reflexo puro da revolução de Abril, com uma sociedade mais justa e mais fraterna e naturalmente mais livre.
Estamos a assistir a um empenhamento assente num consenso generalizado, em que podemos constatar uma consciência cívica das pessoas, e também, o certo afastamento quer dos extremismos, quer dos populismos, quer de quaisquer demagogias.
Pois se, durante muito tempo, a sociedade civil foi dominada por factos de menor importância em que entrava a demagogia e a influência de certos grupos, hoje passamos a pensar mais em problemas reais, vitais, em que a sociedade está atenta ao problema e tem manifestado solidariedade.
O 25 de Abril foi a porta aberta para a democracia, liberdade, Estado de Direito, pluralismo e garantias individuais.
Em que a democracia foi entendida em termos consensuais, sem propaganda política, pois na realidade os principais intervenientes no 25 de Abril eram pessoas isentas politicamente, não estavam comprometidas ideologicamente, pois havia um consenso democrático.
O que uniu os principais intervenientes no 25 de Abril foi a vontade de mudar, a vontade de transformar, a vontade de criar a tal sociedade livre, justa e fraterna que os justos pretendiam a apregoavam.
É neste espirito de Abril que a sociedade civil se deve constantemente empenhar, tomando consciência dos seus direitos e dos seus deveres, pois infelizmente, muitas vezes teima-mos em esquecer-nos dos nossos deveres.
Devemos exigir também, mais consciência cívica e também mais consciência moral das pessoas que estão envolvidas quer na política, quer nos negócios, quer nas atividades económicas e financeiras.
Por outro lado, uma justiça mais rápida, mais eficaz, sem problemas de formalismos.
Uma justiça que esteja pronta a intervir quando for necessário, para que os processos não se arrastem vários anos, pois se assim não for a justiça tomba em descrédito completo.
Não quero terminar, sem deixar aqui um apelo, pois intimamente ligada a crise pandémica, estamos a também a braços com uma crise económica, mas não podemos baixar os braços, temos todos de contribuir para a rápida recuperação do país, e para isso devemos procurar dentro da medida do possível, adquirir produtos e serviços nacionais e locais, sendo que se aproximam as almejadas férias de verão, façamo-las cá dentro (em Portugal).
Com o desejo para todos de saúde, pois todos vamos ficar bem.
Viva Terras de Bouro, viva Portugal.
O Presidente da Assembleia Municipal,
(Dr. Augusto Manuel Martins Braga)

A Câmara Municipal de Terras de Bouro e as juntas de freguesia procuram ajudar à contenção do novo coronavírus (Covid19) ao oferecer máscaras de proteção individual à população local.
Assim sendo, milhares de máscaras, que nem sempre são fáceis de adquirir no mercado, vão começar a ser distribuidas pelas famílias terrabourenses através da respetivas juntas de freguesia.
A autarquia e a junta de freguesia reconhecem que muitas pessoas não possuem capacidade económica para adquirir estas máscaras no mercado e, por isso, resolveram fazer este investimento para a proteção individual e social.
A utilização da máscara previne a dispersão do vírus através da tosse e de espirros, uma vez que um indivíduo infetado, mas assintomático ou pré-sintomático, se usar máscara, estará a proteger os outros da sua potencial infeção. As máscaras podem ser utilizadas de forma generalizada pela população, devendo ser consideradas enquanto medidas complementares que não põem em causa as regras de distanciamento e isolamento social implementadas até ao momento, nem outras recomendações da Direção-Geral de Saúde.
Reforçamos a necessidade de união e solidariedade de todos os terrabourenses para que possamos sair vencedores desta batalha.

Foram realizados no dia de ontem, dezenas de testes de rastreio ao Covid-19. Nesta fase, foram testados técnicos do Centro Social e Paroquial de Moimenta e do Centro Social e Paroquial de Souto, nomeadamente do CAO.

Este controle foi feito pelos profissionais do Centro de Saúde de Terras de Bouro e por uma enfermeira do Centro Social e Paroquial de Moimenta, auxiliados por uma ambulância dos Bombeiros de Terras de Bouro equipada para o efeito.
Nos próximos dias, os técnicos de outras IPSS´s do concelho, a saber o Centro Social e Paroquial de Chorense, Cibões, Covide, Rio Caldo, Vilar da Veiga e do Centro de Solidariedade Social de Valdozende, irão ser rastreados no âmbito desta iniciativa promovida pelo ACES em parceria com a Câmara Municipal de Terras de Bouro.
Um agradecimento especial aos Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro pela excelente colaboração na cedência da ambulância.
O Município de Terras de Bouro informa que a colheita de sangue de animais bovinos, atividade realizada com a OPP de Vieira do Minho e em parceria com a Câmara Municipal de Terras de Bouro , terá o seu início no dia 20 de abril às 9:30 no Lugar de Padrós em Chamoim e seguirá o inicialmente planeado conforme o Edital em anexo.

A unidade móvel para fazer testes à Covid-19 em Terras de Bouro esteve já disponível no dia 17 de abril, junto ao centro de saúde na sede do concelho. Esta estrutura terá duas funcionalidades: fazer os testes das pessoas enviadas pelo próprio ACES e verificar algum caso específico que possa surgir. O Centro de Rastreio COVID 19 – Terras de Bouro funcionará às sextas-feiras das 15h às 19h. As colheitas realizam-se na modalidade de Drive Thru, permitindo testar todas as pessoas sem que estas tenham necessidade de sair da sua viatura.
O ACES Gerês Cabreira explica que “a criação deste Centro de Rastreio permite aos pacientes suspeitos de infeção e previamente referenciados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), com prescrição médica e marcação prévia, realizar o exame e obter resultados, reduzindo, de forma significativa, o tempo de espera e as necessidades de deslocação da população”. Esta valência resultou do esforço dos cinco concelhos que compõem o ACES (Amares, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro, Vieira do Minho e Vila Verde) e do próprio ACES.
A Câmara Municipal de Terras de Bouro informa também que irão ser realizados, em parceria com a ACES Gerês Cabreira e ARS Norte, testes de despistagem da Covid-19 para todos os utentes e colaboradores dos Centros Sociais, estando a ser agendados, junto das IPSS’s do concelho, a realização de testes de rastreio aos utentes que estão a aguardar diagnóstico e a todos os utentes e funcionários dos lares de idosos e do apoio ao domicílio. De igual modo, serão assegurados os testes aos utentes com sintomatologia devidamente submetidos a uma avaliação médica. A marcação dos testes será agendada entre os interlocutores de cada instituição social e os técnicos do Centro de Saúde de Terras de Bouro, de forma a priorizar cada situação.






