Casa dos Bernardos

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A Casa dos Bernardos é uma construção em alvenaria tradicional, estrategicamente edificada (protegida do norte, voltada a sul e dominando toda a produtiva veiga de Campos Abades) e situa-se na Freguesia de Santa Isabel do Monte, a 10 quilómetros da sede do concelho de Terras de Bouro.
Pela toponimía, desde logo, se adivinha estarmos num monte (planalto constituído pela cratera de um vulcão extinto) e num lugar de campos férteis que eram pertença dos Abades Bernardos (cistercienses). Este território pertenceu, desde a fundação da nacionalidade, ao Couto do Mosteiro de Bouro, tendo sido doado por D. Afonso Henriques e confirmado por monarcas posteriores.

O lugar de Campos de Abades, inicialmente, era uma granja do mosteiro de Santa Maria do Bouro e, como era o mais fértil, foi o primeiro a ser aforado pelos monges: metade a Fernando Esteves e mulher, Maria Vidal, em 1483, e a outra metade, um ano mais tarde, a Vasco Afonso e mulher, Maria Anes, aforamento a que se seguiram os outros lugares:Rebordochão, Seara, Alecrimes e Ventozelo.

Para a recolha dos foros, construíram, os frades, no lugar de Campos Abades, uma casa que, ao longo dos tempos, foi sofrendo obras de ampliação e adaptação, servindo não só para a recolha dos foros, mas também como local de repouso e descanso dos monges (breuitas). Assim, além de um celeiro e de um canastro (espigueiro), dotaram-na de uma capelinha que devotaram a S.João Baptista.

Quando a Fazenda Nacional colocou à venda os bens dos mosteiros extintos em 1834, a Casa dos Bemardos, segundo consta, foi adquirida por um ex-frade do convento de Bouro. Em 1977, a Câmara Municipal, atendendo ao interesse histórico e cultural da mesma e receando a delapidação do património arquitectónico do Concelho, adquiriu-a a fim de a restaurar e destinar a fins didácticos e turísticos. Na verdade, as paredes deste imóvel guardam memórias centenárias de monges, histórias de vida clerical e tragédias, como aquele incêndio que deflagrou no dia em que se celebrava a Missa Nova de um ordenando da casa - iniciado pela incúria de um dos padres convidados para a festa-, valendo a intervenção rápida de um carpinteiro que serrou os barrotes de uma parte do telhado e evitou que o fogo se propagasse à divisória onde se encontrava o feno.

Hoje, recuperada e adaptada ao turismo em espaço rural, com a sua capela decorada em estilo 'naïf', o regato que atravessa o terreiro, o maior espigueiro do Concelho com cerca de 16 metros de comprimento, 6 quartelas (empenas) e com capacidade para arrecadar 18 carros de pão (espigas de milho), é o local ideal para uns dias de repouso ou para sessões de trabalho que exijam isolamento. Aqui se frui do sossego da montanha, da pureza dos ares e da água, da possibilidade de realizar excelentes passeios a pé, a cavalo (o garrano), de bicicleta ou de carro, desfrutando de interessantes vestígios arqueológicos (mamoas - covas da moura, castros), fojos do lobo, miradouros, caminhos dos peregrinos (5. Bento da Porta Aberta e Senhora da Abadia), da proximidade do Parque Nacional da Peneda-Gerês, da via romana (Geira) que ligava Braga a Astorga, da fauna e flora autóctones, etc. Instale-se na Casa dos Bernardos e conheça um espaço de eleição onde a natureza se combina na perfeição com o viver tradicional do homem minhoto.

  

 

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